Modernização em cascata para caças leves da OTAN

A Grécia anunciou um plano para modernizar 85 de seus 150 caças F-16para trazê-los ao padrão Vyper, com novos equipamentos como radar AESA e tanques compatíveis. O contrato vale US$ 1,45 bilhão. 

Ao mesmo tempo, a Força Aérea da República Checa anunciou que tinha concluído a modernização de seus 14 caças Gripen suecos para o padrão MS 20, incluindo a modernização da eletrónica e da aviónica, bem como novas capacidades de transporte de armas.

A chegada de caças de nova geração, como Typhoon, o Rafale ou o F-35, criou uma lacuna dentro da NATO, dividindo a aliança em 3+1 categorias:

  • países que podem pagar por tais dispositivos, como França, Itália, Alemanha, Noruega ou Reino Unido
  • países que podem pagar esses dispositivos ao custo de uma redução significativa no formato, como Holanda, Dinamarca, Bélgica, Espanha
  • países que não têm condições de adquirir as suas aeronaves, são forçados a equipar-se com caças ligeiros modernizados ou caças de segunda mão. É o caso da Roménia, Bulgária, Hungria, República Checa, Eslováquia, Grécia e Portugal.
  • Finalmente, países que não podem financiar uma força aérea de caça, mesmo que a necessidade seja muito significativa, como os 3 Estados Bálticos.

É relevante perguntar se a direcção actual tomada pelos fabricantes de aeronaves europeus e americanos não corre o risco de criar cada vez mais países que se enquadram na 3ª categoria, em vez de tentar nivelar a aliança?

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