Porque é que a Roménia parece favorecer os helicópteros americanos?

- Publicidade -

Depois da Polónia, é a Roménia que parece estar a virar as costas à Airbus Helicopters para favorecer máquinas do fabricante americano Bell, e isto apesar de um plano de investimento muito significativo por parte da Airbus.

Tal como acontece com a Polónia, criticamos a falta de solidariedade europeia e o desinteresse destes países na construção da Europa de Defesa. Quanto à Polónia, esquecemo-nos de olhar para o facto de a Roménia ter solicitado a intervenção da NATO para reforçar o seu poder militar dissuasor na frente sudeste, bem como no Mar Negro. Porque, tal como acontece com a Polónia, são os Estados Unidos que fornecem a maior parte do contingente da NATO destacado na Roménia.

Será necessário admitir que, na ausência de um poder militar convincente no teatro da Europa Central, a França e o seu parceiro alemão só poderão recolher as migalhas dos contratos de armas deixados pelos Estados Unidos. Assim, este fim de semana, a Polónia apresentou um plano de investimento de 2 mil milhões de euros para permitir aos Estados Unidos implantar permanentemente uma divisão blindada no seu território. Isto diz muito sobre o papel do preço de um programa 50 Caracal na política polaca, que também é cada vez mais desafiadora para com as instituições europeias.

- Publicidade -

A Defesa Europa, nomeadamente uma iniciativa a nível europeu que visa reforçar as capacidades de cooperação militar e industrial, e actuar em questões de Defesa como nação, e não como um conjunto de nações heterogéneas, não pode ser criada por um acordo de construção comum entre 27, como há muito esperado. Tal como acontece com a constituição da Europa, será necessário que um pequeno número de países organizados em torno do casal franco-alemão construam uma oferta de Defesa “Alternativa” que se imporá por capilaridade a outros países ao longo do tempo.

É também a única forma de conseguir alterar o equilíbrio de poder na NATO, propondo um parceiro que reúna vários Estados e exércitos agindo como uma força única, capaz de assumir o controlo das questões de defesa da Europa, ao mesmo tempo que cumpre os compromissos de cada país. na aliança…

- Publicidade -

Para mais

REDES SOCIAIS

Últimos artigos