O F-35 ainda está longe de estar operacional

É com grandes reportagens na imprensa que o F-35C, versão porta-aviões da aeronave Lockheed, realizou seus primeiros testes operacionais de embarque a bordo do porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln. Infelizmente, e como costuma acontecer com esta aeronave, problemas mancharam os testes. Assim, o próprio a tecnologia do capacete com mira integrada do dispositivo provou ser muito impraticável e até perigosa, para operações noturnas em porta-aviões.

Com efeito, mesmo quando desligado, o sistema LED que exibe os dados no visor do piloto continua a emitir um halo esverdeado, dificultando muito a visão noturna natural do piloto e, portanto, o seu posicionamento espacial. A tal ponto que apenas os pilotos que já realizaram mais de 50 pousos noturnos estão autorizados a realizar manobras noturnas nesta aeronave. Substituir a tela LED por uma tela OLED parece ser capaz de resolver o problema.

Como a Samsung nos disse repetidamente, as telas OLED oferecem pretos “intensos”, sem qualquer radiação parasita, como os LEDs. Mas em relação a um capacete que custa US$ 400.000 mil cada, e um problema identificado desde 2012, seria de se esperar que ele fosse consertado antes de chegar a um porta-aviões.

Mas parece que este exemplo é a regra, e não a exceção, no que diz respeito à correção de falhas técnicas do dispositivo Lockheed. Num artigo muito detalhado, o think tank POGO analisou vários aspectos muito problemáticos do programae, em particular, a correção de falhas técnicas. Assim, em 2017, restaram 111 falhas críticas sem solução. Este número foi reduzido para 90 hoje, mas apenas reclassificando 19 dessas falhas de falhas “críticas” (categoria 1) para falhas graves (categoria 2), sem que sejam resolvidas. Entre estas falhas críticas “excêntricas”, encontramos por exemplo um problema ligado ao stock de paragem de emergência do F-35A que pode danificar gravemente a empenagem traseira, ou o retorno das coordenadas de mira das armas que não aparece não, não permitindo ao piloto verificar as coordenadas GPS das armas que vai lançar. Quanto às falhas graves, há um número astronômico de 888 delas. 

Na verdade, como salienta o POGO, as 90 aeronaves que são entregues todos os anos, tal como as 300 aeronaves já entregues, estão numa versão incompleta e perigosa, a ponto de a Força Aérea dos EUA já ter provisionado mais de um bilhão de dólares para atualizar seus dispositivos, posicionando o retrofit de novos dispositivos entregues na categoria administrativa de grandes programas de investimentos.

A investigação também aponta para os custos de propriedade opacos, mas muito elevados, do dispositivo, com um contrato anual assinado com a Lockheed no valor de 5 milhões de dólares por dispositivo, ou 25.000 mil dólares por hora de voo para a simples manutenção industrial da fuselagem e dos componentes dos sistemas centrais, além dos sistemas centrais. custos de manutenção do muito poderoso mas muito complexo reator F-135, seu igualmente poderoso e igualmente complexo radar AN/APG-81 e todos os seus múltiplos sistemas secundários, além disso, a estimativa feita do preço de propriedade por hora de voo de US$ 62.000 parece correta, sem ter integrado, porém, os elementos de manutenção evolutiva nem os custos puramente militares.

Para tentar reduzir estes custos, foi implementado um plano de ação, com mais de 800 propostas. No entanto, parece que um número significativo destas propostas ou são irrealistas, como a redução do número de horas e da duração dos voos de qualificação, ou têm efeitos muito moderados, como a compra pela Block, que deveria permitir uma poupança de 1,2 US$ 300 bilhão para não exceder US$ XNUMX milhões. Além disso, como destaca o inquérito, os custos adicionais associados às soluções fornecidas para resolver as falhas são muito provavelmente iguais ou mesmo superiores às poupanças esperadas.

Em conclusão, a investigação questiona as razões que levaram os decisores a perseverar neste programa que está claramente fora de controlo e cujo desempenho tecnológico é cada vez menos óbvio à medida que o programa se atrasa, e questiona a relevância de dar à Lockheed a capacidade manter a maioria da Força Aérea e do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA no terreno graças ao sistema ALIS. 

Se a questão surgir objectivamente quando se é americano, deveria ser um ponto de decisão crítico como europeu!

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