Lockheed-Martin contra-ataca para defender seu F35

As revelações do site “Defense News” sobre a série de falhas do programa F35, não agradaram ao fabricante Lockheed-Martin, que decidiu responder às acusações feitas com um comunicado de imprensa “factual”.

Depois de explicar que o F35 foi o programa mais ambicioso alguma vez realizado, e que todos os pilotos que alguma vez tocaram na aeronave juram por ele, o fabricante norte-americano responde aos vários pontos levantados:

  • relativamente aos dados “confidenciais” que passam pelo software ALIS, o fabricante reporta uma atualização que permite aos estados filtrar a informação transmitida de forma a excluir dados sensíveis, e que este problema não compromete a segurança das missões, não poderia ser classificado como 1º categoria
  • relativamente a avarias na gestão de stocks de peças sobressalentes, o fabricante indica que está a trabalhar activamente nisso há 2 anos, e que as correcções efectuadas já permitiram reduzir para metade os relatos de problemas deste tipo.
  • Em relação às rápidas mudanças de pressão na cabine, a Lockheed afirma que nenhum problema desse tipo foi relatado nas unidades e nenhum piloto operacional ficou ferido
  • A degradação do revestimento anti-radar em voo supersônico teria sido tratada desde o lote 8, e só teria ocorrido durante voos em condições muito específicas, não correspondendo ao uso normal do aparelho.
  • O problema de instabilidade do alto ângulo de ataque do F35 foi objeto de uma atualização de software de controle de voo que será implementada no terceiro trimestre deste ano e deverá resolver o problema.
  • A possível falha hidráulica em caso de estouro de pneu nunca ocorreu, pois os sistemas são redundantes. Mas pequenas correções foram feitas no F35C para fortalecer a resistência da corrente hidráulica
  • O halo verde na viseira do capacete holográfico não parece incomodar os pilotos da Marinha dos EUA, uma vez que alguns já fizeram mais de 50 pousos noturnos usando-o. Mas uma nova versão com tela OLED está sendo projetada
  • As capacidades do sistema de radar de busca naval atendem aos requisitos do programa, mas podem ser melhoradas.
  • Por fim, o problema de falta de potência em clima quente, durante os procedimentos de pouso no F35B, depende do fabricante do motor, Pratt&Whitney.

Como podemos ver, o fabricante responde sim a todos os pontos levantados, embora vários assuntos sejam mais contornados do que abordados. Mas reconheçamos que, para um avião de combate, ter que esperar até o 3º trimestre do 9º ano de produção, quando mais de 450 exemplares terão sido construídos, para poder voar com um ângulo de ataque superior a 20°, é algo desafiador. Surpreendente, especialmente porque obviamente o problema será resolvido com a atualização do software de controle de vôo elétrico...

Todos poderão formar sua própria opinião sobre o assunto.

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